Demência e CBD

Demência e CBD: uma nova perspectiva sobre como encontrar esperança na inibição da progressão e BPSD


1. Não é apenas "esquecimento", a verdadeira dor da demência

Quando muitas pessoas pensam em demência, elas primeiro pensam em "esquecimento".
No entanto, na realidade, o que pacientes, familiares e cuidadores mais sofrem são os "sintomas comportamentais e psicológicos (BPSD)".

Por exemplo, perambulação, abuso verbal, alucinações, ansiedade, reversão dia-noite, comportamento de recusa, etc.
Esses são problemas importantes que tornam a vida diária e os cuidados de enfermagem mais difíceis do que a perda de memória.
O BPSD é doloroso para a própria pessoa e ao mesmo tempo é um fator que aumenta a carga sobre as pessoas ao seu redor, por isso é essencial entendê-lo e respondê-lo desde o início.



2. Embora o número de novos medicamentos aumente, a realidade é que eles não estão atendendo às expectativas

Donepezil, memantina e, mais recentemente, aducanumabe e outras drogas terapêuticas que visam "intervir na própria doença" estão aparecendo uma após a outra.
Estes destinam-se a retardar a progressão da função cognitiva e não se espera originalmente que tenham um efeito sobre o BPSD (sintomas comportamentais e psicológicos).

Pelo contrário, há casos em que o BPSD é exacerbado pelos efeitos colaterais desses medicamentos sem que a pessoa ou família perceba.
Por exemplo, mudanças como "inquietação", "insônia" e "alucinações" foram consideradas a progressão da doença, mas na verdade eram efeitos da medicação.

3. É aí que o CBD está atraindo a atenção

Nesse cenário, o CBD (canabidiol) vem chamando a atenção nos últimos anos.
O CBD não tem efeitos psicoativos ou dependência e é altamente seguro, e é por isso que pesquisas estão sendo conduzidas para aplicações médicas em todo o mundo.

Em particular, relatórios clínicos mostraram melhorias em sintomas como "ansiedade", "ansiedade" e "alucinações" para BPSD, sugerindo que pode reduzir o estresse entre os cuidadores.
Ensaios clínicos randomizados também estão em andamento no exterior, e espera-se que mais evidências aumentem no futuro.

4. Também pode suprimir a progressão da própria demência.

O CBD não está apenas suprimindo o BPSD, mas também tem o potencial de retardar a progressão da própria demência.
Acredita-se que a inflamação crônica e o estresse oxidativo no cérebro causem degeneração neuronal e morte, e foi relatado que o CBD ajuda a suprimir essas reações.

Estudos em animais também confirmaram que o CBD inibe o acúmulo de β amilóide e mantém a neuroplasticidade no cérebro, que está envolvida na memória.
A pesquisa em humanos ainda é limitada, mas espera-se que tenha o potencial de ser usada como um "inibidor da progressão da demência" no futuro.

5. O CBD é seguro? Pode ser usado no Japão?

Estudos até o momento relataram que o CBD é relativamente seguro e tem menos efeitos colaterais em adultos mais velhos.
No entanto, não é aprovado como medicamento no Japão e, dependendo do produto,THC (componente psicoativo)Há casos em que está contaminado, por isso tome cuidado.

É importante escolher um produto confiável, que o conteúdo seja claramente determinado e que você consulte seu médico ao usá-lo.

6. Conclusão: Como uma nova opção para apoiar "a personalidade dessa pessoa"

Um tratamento que interrompa completamente a progressão da demência ainda não foi estabelecido.
No entanto, há uma grande esperança de que estejam surgindo opções como o CBD que têm menos efeitos colaterais e podem reduzir o sofrimento da pessoa e de sua família.

Embora esperemos que mais pesquisas progridam no futuro e novas perspectivas sobre o tratamento da demência se expandam, é importante primeiro conhecer as informações corretas e explorar o que podemos fazer.

7. Como o CBD reduz a inflamação no cérebro? ──Relação com a microglia

Nos últimos anos, não apenas o β amilóide tem sido a causa da doença de Alzheimer, mas também da inflamação crônica no cérebro (neuroinflamação).
As células imunológicas do cérebro chamadas "microglia" desempenham um papel central nessa inflamação.

Normalmente, a microglia é responsável por monitorar o ambiente do cérebro e processar substâncias estranhas.
No entanto, quando a β amilóide, as anormalidades da proteína tau e o estresse oxidativo se acumulam, a microglia se torna hiperativa e libera substâncias inflamatórias (como IL-1β e TNF-α), que por sua vez danificam as células nervosas.

Vários estudos básicos relataram que o CBD pode reduzir a ativação excessiva dessas microglias e manter a resposta inflamatória do cérebro calma.
Também foi sugerido que ele pode realinhar a microglia de "agressores excessivos" para "agentes de reparo", promovendo a produção de citocinas (por exemplo, IL-10) que induzem a inflamação em uma direção calmante.

Desta forma, o CBD também tem o potencial de ser um "imunomodulador que acalma o cérebro", e espera-se que pesquisas futuras não se limitem apenas a uma contramedida contra o BPSD, mas também como um meio de suprimir a progressão da própria demência.